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domingo, 13 de março de 2022

Região de Piraciaba tem 18 cidades em programa com cursos técnicos EAD para profissionais do SUS; veja como se inscrever

 

Por g1 Piracicaba e Região

Prédio do Ministério da Saúde na capital federal  — Foto: Ministério da Saúde

Prédio do Ministério da Saúde na capital federal — Foto: Ministério da Saúde

Moradores de 18 cidades da região de Piracicaba (SP) que atuam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) podem se inscrever a partir desta segunda-feira (14) em dois cursos técnicos gratuitos de ensino a distância (EAD) oferecidos pelo Programa Saúde com Agente: o de técnico em agente comunitário de saúde e o de técnico em vigilância em saúde com ênfase no combate às endemias.

A iniciativa é uma parceria entre Ministério da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) e Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Como participar?

Em todo país estão disponíveis 138 mil vagas para o curso de agente comunitário, e 62 mil para o de técnico em vigilância. Cada modalidade tem 1.275 horas de duração e será realizada em dez meses.

Os interessados devem acessar o site da UFRS e o resultado do processo seletivo será divulgado em 23 de maio, pelo mesmo portal. O prazo para inscrições vai até 18 de abril e as aulas serão realizadas pelo ambiente virtual de aprendizagem do Conasems.

Quem pode participar?

A assessoria do ministério informou que estão aptos a participar:

  • Todos os agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias;
  • Trabalhadores ativos do Sistema Único de Saúde (SUS), que exerçam atividade profissional nos municípios que aderiram ao programa e tenham formação de nível médio ou estejam cursando o último ano do ensino médio ou matriculados na educação de jovens e adultos (EJA).

Municípios que integram o programa

  • Águas de São Pedro
  • Capivari
  • Charqueada
  • Cordeirópolis
  • Cosmópolis
  • Elias Fausto
  • Engenheiro Coelho
  • Ipeúna
  • Iracemápolis
  • Limeira
  • Mombuca
  • Nova Odessa
  • Piracicaba
  • Rafard
  • Rio das Pedras
  • Saltinho
  • Santa Bárbara d'Oeste
  • São Pedro

Atividades presenciais e orientações

Segundo o Ministério da Saúde, os cursos também terão atividades práticas no local de trabalho do agente de saúde junto ao SUS. Não há indicativo de vagas por município.

"O agente de saúde selecionado no processo seletivo deverá permanecer vinculado ao SUS durante todo o período de realização do curso, devendo informar imediatamente à coordenação a perda ou a alteração desse vínculo. A perda implicará no cancelamento de sua matrícula e consequentemente no desligamento do curso", diz nota divulgada pela pasta.

DF tem queda na cobertura de vacinação contra pólio; novos casos no mundo são alerta para risco de volta da doença

 

Por Brenda Ortiz, g1 DF

Vacina contra a pólio é aplicada em gotas — Foto: Venilton Kuchler/Arquivo AEN

Vacina contra a pólio é aplicada em gotas — Foto: Venilton Kuchler/Arquivo AEN

poliomielite ressurgiu em Israel e também teve um nova cepa registrada no Malaui, sudeste da África, na última semana. No Brasil, o último caso da doença foi em1989, mas a notícia preocupa porque o país entrou na lista de 'alto risco' de volta da pólio.

A cobertura vacinal caiu de 96,55%, em 2012, para 67,71% em 2021.

No Distrito Federal, o cenário não é diferente. Em 2021, a cobertura vacinal contra a poliomielite ficou em 75% segundo a Secretaria de Saúde.

Em 2019, ela havia atingido 86% do público-alvo. Um ano depois, em 2020, o índice caiu para 82%. Conforme a pasta, desde 2017 a cobertura vacinal de todas as vacinas do calendário infantil vem diminuindo.

A meta é ter, anualmente, 95% de todas as crianças vacinadas contra a poliomielite. No entanto, nesses dois anos de pandemia de Covid-19 registraram os piores índices desde 2012.

Segundo a médica do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria do DF (SPDF), Andrea Jacomo, a queda nos índices de vacinação é grave, e coloca a saúde do Brasil em risco.

"Em 2019 já tivemos o reaparecimento do sarampo, que era uma doença erradicada no país. Aqui no DF, não chegou a ser um problema porque intensificamos a campanha de vacinação e tivemos essa resposta do público alvo. Mas existe um grupo antivacina que vem atrapalhando um trabalho feito desde os anos 80", diz a médica.

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Andrea explica que a poliomielite é uma doença muito mais grave que o sarampo. "Não é uma doença que vai ser curada com medicamentos, e além da paralisia, ela também pode matar, se atingir músculos do pulmão, por exemplo. Isso é muito sério", alerta.

Segundo a médica, o caso de Israel – apesar de estar longe do Brasil – deve ser visto como um alerta.

"Nossa baixa cobertura vacinal deixa a população exposta. Até porque a vacina é a única forma de proteção contra a pólio. Fora que da forma que o mundo existe hoje, uma doença lá do outro lado do mundo não demora a chegar aqui."

Tendência de queda na cobertura

Cobertura vacinal contra a pólio no Brasil (2012-21)
Dado considera as três primeiras doses, dadas no primeiro ano de vida
96,5596,5510010096,7696,7698,2998,2984,4384,4384,7484,7489,5489,5484,1984,1976,0576,0567,7167,7120122013201420152016201720182019202020210102030405060708090100110
2012
96,55
Fonte: DataSUS

Em 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta dizendo que "os casos registrados de sarampo e poliomielite haviam aumentado em todo o mundo". O g1 trouxe os dados daquele ano: a cobertura contra a pólio estava em 77%, com tendência de queda.

À época, o Ministério da Saúde já informava que 312 municípios brasileiros estavam com baixa cobertura para a vacina contra a poliomielite e não haviam vacinado nem metade das crianças menores de um ano.

Desde então, o cenário piorou. De acordo com os infectologistas entrevistados pelo g1não existe uma outra forma de frear a pólio a não ser a vacina.

Sobre a pólio

A poliomielite, também chamada de "paralisia infantil", é uma doença infectocontagiosa transmitida por um vírus. Ela é caracterizada por um quadro de paralisia flácida.

O início é repentino e a evolução do déficit motor ocorre, em média, em até três dias. A doença acomete, em geral, os membros inferiores, de forma assimétrica, e tem como principal característica a flacidez muscular.

O Brasil está livre da poliomielite desde 1990, segundo o Ministério da Saúde. Em 1994, o país recebeu a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Vacinação contra poliomielite em 1993 no DF
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Vacinação contra poliomielite em 1993 no DF

Zé Gotinha

No início das campanhas de imunização, na década de 1980, o personagem "Zé Gotinha" virou mascote e símbolo da erradicação da poliomielite no Brasil. Na época, uma campanha de saúde pública foi organizada para erradicar a doença responsável pela paralisia infantil.

No DF, o pico da epidemia de poliomielite foi em 1986, e o último caso foi registrado um ano depois, em 1987. As campanhas de imunização ganharam reforço com o personagem e passaram a ser rotina.

Em 1988, Zé Gotinha saiu dos panfletos e virou mascote, a partir de uma sugestão de uma criança do Paraná. De acordo com o criador do personagem, Darlan Rosa, depois disso "as campanhas de imunização passaram a ser um sucesso".

"A meta era vacinar 15 milhões de pessoas em apenas um dia, pra ter 96% de cobertura vacinal, e nós conseguimos. Foi um trabalho árduo, mas muito gratificante", diz Darlan.

Zé Gotinha — Foto: Reprodução/JN

Zé Gotinha — Foto: Reprodução/JN

Naquele ano, a cobertura no DF foi de 100%. Depois disso, Zé Gotinha passou a fazer parte de outras campanhas como a de sarampo, da rubéola, da caxumba e da hepatite.

Em 1994, o personagem foi apresentado na Disney, e ganhou o mundo. Zé Gotinha esteve em 150 países, como Angola, onde havia alto índice de poliomielite e a erradicação ocorreu em três anos trabalho.

Leia outras notícias da região no g1 DF.

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